
Eu queria ter a chance de fazer o seu coração pular e seus olhos brilharem!
Quando penso em tudo o que você me disse... No modo como descreveu todo o processo de sentir algo por mim... Nossa! Eu me pergunto: “Qual é a dimensão que ele vê nisso tudo? Será que ele não vê o que eu vejo? Ele diz estar sendo tão sincero... Mas será que é isso tudo mesmo da forma como eu interpreto?”
Não consigo me esquecer do dia em que eu te disse que era bagunceira e você me respondeu que ”sabia”. Imediatamente te perguntei: “-Sabia?” E você me disse algo como: “É assim que eu te imagino.” Lembro-me que, depois, eu só conseguia pensar: “Ele me imagina!” rs Tolinha, né? Bem, mas eu achei o máximo!
Você me revelar que disse a um amigo próximo o modo como se sentia em relação a mim também me balançou muito... Se eu não importasse, acho que você não teria se dado ao trabalho de falar nada...
E todas essas coisas me fazem ficar pensando, pensando...
E essa coisa do “importar” importa muito, sabia? rs A verdade é que penso em você como alguém que está inseguro, com medo e precisando se encontrar e se entender, mas será que também não estou precisando disso? Quando você me diz tudo o que me diz, tenho tanto receio das expectativas que crio dentro de mim que, minutos depois de ficar eufórica de alegria, me vem aquela nuvem de pé de no chão e eu fico achando que estou aumentando tudo, vendo coisas onde não há nada... Eu sempre fico tão ansiosa para falar contigo, só pra falar um “oi” que seja, que eu não consigo não achar que eu te perturbo. É como se, na minha cabeça, você captasse toda a minha ansiedade e pensasse: “Ai, meu Deus, lá vem ela atrás de mim!” Uma parte de mim sabe que isso é uma bobeira, mas outra se deixa levar pela insegurança também, por um medo de ser levada pela minha “ingenuidade”... Foi esse um dos motivos, senão o principal motivo, para eu ter decidido ficar um pouco na minha agora... E, vou te dizer, não passou muito tempo (aliás, não passou tempo nenhum! rs Só três dias!) e eu tenho pensado muito em tudo... rs Está tudo literalmente à flor da pele! Se me deixassem sentada em frente a um computador por horas e horas e horas para escrever tudo em que tenho pensado acho que, dessa vez, o tal do livro que eu quero escrever sairia!
É muito bom isso, sabe!? Eu simplesmente amo (AAAAMOOO!!!) escrever, mas só sei escrever com o coração, quando estou... Agitada por dentro! Inquieta, precisando colocar tudo para fora! E assim acaba existindo uma transparência muito forte também... A minha transparência! Essa que me faz ter uma necessidade (não necessariamente uma facilidade, não sei...) de sair falando tudo. Talvez seja uma forma de eu conversar comigo mesma, me entender, tentar me encontrar... Enfim, você faz eu me perder para que eu possa me encontrar e acho que isso só pode ser positivo!
Existe também uma suspeita muito grande minha de que, se eu continuasse a falar para você tudo o que se passa pela minha cabeça, eu iria te deixar apavorado! rs Sempre tive muito medo de você pensar: “Nossa! Essa menina gosta muito de mim e o que eu tenho para a oferecer a ela?” E, assim, acabasse resolvendo se afastar de mim por conta própria... Algo muito forte dentro de mim me diz que você pensa realmente que eu gosto muito mais de você do que você poderia gostar de mim e isso também deve ser mais um fator, além de todos os muitos outros, que te causam um certo receio, pois, como você mesmo disse “você não quer me magoar”. Mas, é como eu te disse na carta que eu te enviei: eu nem te conheço! rsrsrs De fato, eu sequer te conheço! É quase como se eu fosse impulsionada para você. Tentando explicar de forma simplista, as coisas são mais ou menos assim:
Eu sinto algo muito, muito forte por você, que perdura através do tempo desde o dia em que eu te conheci;
Eu sou muito cabeça dura (MUITO! Às vezes, de uma forma até irritante);
Isso não é algo que você sai sentindo por aí todos os dias (e isso eu digo porque já tive outras pessoas nesse tempo, me apaixonei e fui imensamente feliz, mas, ainda assim, você tá aqui de alguma forma e, na minha cabeça, não era para estar, principalmente considerando que nunca tivemos nada físico, consumado).
Eu sei que eu poderia estar com você e tudo ser uma merda! rs Mas o que me irrita é o fato de não podermos sequer tentar!!! rs E olha que isso gera uma grande contradição dentro de mim, porque eu costumo confiar na vida e acreditar que se não é, é porque não é para ser. Mas eu não consigo me livrar da sensação de que essa história não morre aqui! (Tá, me chama de louca, vai! :P) Mas tá aqui no meu coração a tal sensação! Fazer o quê? Ah, e tá aí mais um motivo para eu escolher me afastar! Imagina se estou eu, feliz e contente, conversando com você com essa minha bendita sensação no peito e, de repente, você vem com a notícia de que está com alguém?! Mais uma vez! Como seria? E, como eu realmente desejo a sua felicidade, iria me sentir da mesma forma que você disse ter se sentido e pensar: “Ei, Paula! Deixa de ser egoísta, pois ele precisa seguir em frente e merece ser feliz!” Aliás, esse é mais um ponto bastante interessante... O modo como você disse ter se sentido... Ninguém se sente incomodado por outra pessoa estar com alguém se não sente algo, ainda que minimamente, por essa pessoa... Deus! Momento de digressão! Eu sou uma completa idiota! PARA (do verbo parar, já respeitando a nova reforma ortográfica!) TUDO!!! Pensando nas coisas que você me disse, fui reler tudo o que conversamos e, sim, EU SOU A GAROTA MAIS... Burra! E impulsiva! E idiota! Cara, tá aí uma grande parte da resposta! Você é uma das pessoas com quem eu mais gosto de conversar! Relendo nossa conversa fica muito fácil de ver a sintonia de uma grande amizade que pode perdurar acima de qualquer coisa! Se eu parar, simplesmente, de ficar alimentando esperanças futuras no meu coração e me concentrar em viver o presente, em toda a sua magia, eu posso ser MUITO feliz simplesmente sendo sua amiga! Mas, não! Eu inventei a tal palhaçada de me afastar! Que burrice! (E isso em partes é culpa sua, tá?! Quem mandou ficar perguntando se eu queria me afastar?! Acabei considerando a ideia!!! rs)
Sei que esse texto parece super planejado, mas tá tudo surgindo agora, assim, daqui de dentro! Não devia estar preocupada se você me acha maluca ou não, pois você sempre confessou me achar um pouquinho... rs Mas, sabe como é, sempre há um certo receio! rsrsrs Ai, meu amigo! A verdade é que eu não sabia como eu estava sentido a sua falta... E agora que me dei conta eu, idiotamente, já fiz a besteira de “pedir um afastamento”... Mas é muita palhaçada mesmo! E, mais uma vez, é contraditório, porque na cartinha que eu te mandei por e-mail eu digo que não quero te perder da minha vida! Ah, mas também não mencionei novamente que essa é apenas uma versão da carta! Lembra que uma vez eu já havia falado que tinha escrito duas, a pessimista e a otimista?! Então... Nem me dei ao trabalho de procurar a pessimista...
Confesso que já estou morta de saudades de bater papo! E tô jogando fora a oportunidade de fazer isso sem magoar terceiros... Talvez, e pela primeira vez, por receio de magoarmos a nós mesmos. Tenho aquela sensação de arrependimento no peito. A sensação de que eu deveria ter aproveitado que voltamos a nos falar e não ter tocado no assunto do que possamos sentir um pelo outro... Mas, quando falei do Brandon, senti a sua reação (pela qual eu não esperava) e fiquei perdida, confusa... Enfim, se não tivesse tocado no assunto, provavelmente estaria ansiosa até agora do mesmo jeito...
E, agora, existe sim uma decepçãozinha dentro de mim... Pois você não respondeu as últimas mensagens que ficaram pendentes no Skype nem o meu e-mail com a TAL carta... Tudo bem que você trabalha mesmo num efeito meio retardado (em outras palavras, sempre é meio lerdo para me responder qualquer coisa que seja) e talvez venha a me responder daqui a uns três meses... rs Mas, quando você não me responde, sempre fico sem saber o que pensar: você se cansou das minhas maluquices e achou melhor me ignorar de vez? Você está tentando me dar espaço, já que eu dei a entender que eu quero espaço? Você não teve tempo de ler a carta ainda? Você está com vergonha ou simplesmente não sabe o que responder? Você não tá nem aí e eu tô fazendo papel de idiota pensando tanto em tudo isso?
Bem, depois de mil coisas que comecei e parei de escrever nesses três longos dias que passamos sem nos falar, é isso aqui que eu escolho para publicar! A mais louca, mas talvez a mais sincera e espontânea “coisa” que eu poderia escrever. E, no fim das contas, essa sou eu, a Paula.
Restam, então, as questões: você vai ler esse post? Quando você vai ler? E o que acontecerá depois?...
Não é à toa que você é Hugo Alexandre... MISTÉRIO!
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