quarta-feira, 21 de maio de 2008

Para mim, uma ORAÇÃO. Uma das mais belas... Ouçam!!! (com o coração... ^__~)

Only Hope
Switchfoot
(versão adaptada ao filme A Walk to Remember, no qual ela é interpretada pela atriz Mandy Moore. No original, a palavra que aparece no lugar de destiny é apathy e os pronomes em segunda pessoa aparecem com a inicial em C.A.)

There's a song that's inside of my soul.
It's the one that I've tried to write over and over again
I'm awake in the infinite cold.
But you sing to me over and over and over again.
*
So, I lay my head back down.
And I lift my hands and pray
To be only yours, I pray, to be only yours
I know now you're my only hope.
*
Sing to me the song of the stars.
Of your galaxy dancing and laughing and laughing again.
When it feels like my dreams are so far
Sing to me of the plans that you have for me over again.
*
So I lay my head back down.
And I lift my hands and pray
To be only yours, I pray, to be only yours
I know now, you're my only hope.
*
I give you my destiny.
I'm giving you all of me.
I want your symphony, singing in all that I am
At the top of my lungs, I'm giving it back.
*
So I lay my head back down.
And I lift my hands and pray
To be only yours, I pray, to be only yours
I pray, to be only yours
I know now you're my only hope.

 

sábado, 17 de maio de 2008

Truly, madly, deeply...and, suddenly, PUF!


Nas férias do início deste ano aconteceu comigo a coisa mais inusitada... Eu me apaixonei por um desconhecido!

Actually, the best word to define the way I felt is INFATUATED!!!

Aprendi essa palavra nesta semana, na aula de Literatura Norte-americana. Infatuation, segundo o dicionário Michaelis Online (Viu, Andréa, ele não é tão ruim assim, né?! rs), é um substantivo que significa obsessão, paixão passageira.

Vivendo “this infatuation” eu também vivi uma das melhores épocas da minha vida nos últimos tempos, uma época de brincadeira, de fantasia, de expectativa, de passeios infinitos, tardes de ócio, noites culturais, novas amizades, livros (muitos livros!!! rs), o crescimento de uma amizade verdadeira (entre sorrisos, lágrimas, brigas, saudade...) e mais um milhão de situações, novidades, presentes celestes que me fizeram muuuuito feliz! (E ainda fazem, pois as memórias do coração não deixam nada disso se apagar...)

Bem, comecei a falar de tudo isso, pois, procurando algo <<interessante>> que eu já tivesse escrito (Eu sei, eu sei! Esse negócio de interessante depende do ponto de vista! Espero que vocês concordem...) para postar no blog, achei uma das minhas “cartas” que surgem de repente dentro de mim e esta se destinava a ele, Hugo Alexandre... (Brega, não?!) “Para preservar a imagem do único personagem desta história, seu verdadeiro nome foi substituído por um nome fictício.” Essa coisa de Hugo Alexandre, na verdade, foi inventada na época em que se desenrolou a história ...O mais engraçado é que, mais tarde, eu descobri que o nome dele tem a mesma origem e, portanto, exatamente o mesmo significado deste cognome....Vai entender!

O texto:


Eu devia estar escrevendo um projeto agora... E, no entanto, eu resolvi começar a escrever um livro. Um livro pra você (eu sei que, de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa, a forma correta é para, mas tudo o que eu vou escrever aqui tem que soar mais como uma conversa, um desabafo, um descrição de parte de mim).

Eu desejei tanto poder fugir, de alguma forma, daquilo que eu acho que sinto por você que, agora que eu sei que em pouquíssimo tempo eu não vou mais poder te ver, eu sinto um vácuo (que excesso de quês!).

Na verdade, eu estou feliz. Feliz com a perspectiva de mudança, de início de uma fase nova na minha vida, apesar de saber que essa nova fase pode ser muito difícil. Não consegui, ainda, ficar triste, mesmo sabendo que não terei mais a liberdade de ir até você quando desejar te observar de longe, sentada no mármore frio. Você nunca foi algo concreto para mim e, no momento em que pensei que você iria começar a se concretizar, você não me responde mais e tudo que eu tinha, mesmo sendo tão pouco, começa a desaparecer como fumaça. Talvez seja isso que vá fazer justamente com que eu comece a enxergar a vida diante dos meus olhos, porque ultimamente eu tenho me achado consideravelmente cega para certas coisas da vida. Continuo trabalhando, estudando, passeando, mas me incomoda, de certa forma, o tempo que eu invisto pensando em você. Ainda mais sabendo que o máximo que eu tenho de retorno é um cumprimento, um aceno.

Cansei de me achar incoerente pelos meus sentimentos, porque a viada...(há há há há há há!!! Ato falho!) A VIDA! Foi o que eu quis dizer... A vida acontece em um segundo. Foi o tempo suficiente para meus olhos cruzarem com os seus, o suficiente pra você ficar preso aqui.

Há muito tempo atrás, eu sonhei com um show da Alanis... Será que isso tem a ver com você? Estou baixando a discografia completa dela agora.

Todo final de semana eu passo na sua rua. Só de respirar o mesmo ar que você respira, eu me sinto bem. Tão bem... Me pergunto sempre se você admira toda a beleza do lugar em que você mora: se caminha por lá, se admira a paisagem, se você teria uma reação engraçada ao me encontrar pulando naquele pula-pula da pracinha.

Quando eu começar a pensar, vai me dar uma tristeza tão grande... É como se eu não a sentisse, mas, ao mesmo tempo, soubesse que ela está aqui aguardando pra me pegar desprevenida em um momento de fragilidade para me invadir por completo.


E, assim, sem conclusão, eu parei! Exatamente como esse “amor platônico”, essa infatuation... PUF! And life goes on...Warm and beautiful as always.

*Quem conta um conto aumenta um ponto! ...hahahahahahaha E meu segredo ainda tá aqui dentro, muito bem guardado! ^__~*

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Outono


Hoje baterei o meu recorde de publicações: duas em um dia!!! Provavelmente a próxima será daqui a uns dois meses... rs

Como a temática das minhas publicações estava pouco variada (mais rs), resolvi escrever agora sobre uma das minhas épocas preferidas do ano: o outono.

Para mim, nenhuma estação se compara ao outono. Eu nasci no outono. Claro, não acho que a minha ligação com esse período do ano se deva a isso, mas fico muito feliz em saber que nasci em uma época que me dá tanto prazer. Amo o tom do azul do céu no outono, curto o vento fresquinho que bate no rosto e despenteia os cabelos mesmo quando o sol brilha mais amarelinho. E é só isso que me faz amar o outono!

Ontem (ou seria anteontem? Afinal, já passa da meia noite!), acabei estudando sentada em um dos corredores abertos da faculdade – aquele que liga os blocos A e B – não porque não tenha encontrado sala vazia ou porque a biblioteca estivesse fechada, mas a verdade é que acabei nem procurando um desses locais, tão gostoso e sossegado estava o clima no lugar que escolhi para ficar. De repente, não mais que de repente, eis que sou atropelada! Por um ceguinho que estava passando!!! Depois de trocar umas palavras com ele, fiquei rindo sozinha da situação tão inusitada. Um tempinho depois, ele voltou pelo mesmo corredor, mas tomou o cuidado de passar pelo outro lado para não me atropelar e, assim que acabou de passar pelo local onde eu estava, ainda se virou e me cumprimentou. E, mais tarde, preocupado por saber que eu estava ali, estudando no chão (mal sabia ele do prazer que a escolha de ficar ali estava proporcionando!), me levou até um lugar onde eu podia estudar tranqüila, sentada em uma mesa de estudos, nos moldes convencionais... Confesso que agradeci, enfim, por ele ter cruzado o meu caminho – ou melhor, por estar sentada no caminho dele, pois o lugar para o qual ele me levou era perfeito! Vazio, tranqüilo, com mesa ampla e cadeira acolchoada, mas o melhor de tudo: aberto, fresco, me permitindo continuar a apreciar todas as sensações maravilhosas que o outono, e só o outono, me proporciona.
***
*Nota: Essa imagem que escolhi para esta postagem chama-se Procura do Infinito e trata-se de uma pintura de Magrite. Não há nada de especial nela: uma vez a vi na Internet, gostei dela e copiei para mim. Ainda não tinha tido ocasião de usá-la ou mostrá-la a ninguém e me pareceu que ela cairia bem aqui.

Na data perfeita...

Você me trava... Mas você também me liga! É mais ou menos como diz a música:

Afterall
You're the one who turns me off
And you're the only one who can
Turn me back on


Sabe, é impressionante o misto de sensações que você me causa... O tempo passa, já fiquei com outras pessoas, me interessei por desconhecidos e vivo bem sem você aqui. Tenho minha família, meus amigos, minha faculdade, trabalho, curso de francês, enfim, toda uma vida que flui em harmonia, mas ainda assim, quando ouço sua voz ao telefone, meu coração dispara, fico ansiosa e um sorriso bobo insiste em povoar meu rosto e todas as expressões do meu corpo. Mas o que é você pra mim agora? Poesia? Um desabafo no blog que eu criei pra falar de mim, mas onde, até agora, só publiquei coisas sobre você? Sei lá! Não sei exatamente o que você representa pra mim, não entendo nem um pouco o que sinto por você, mas é difícil ignorar as manifestações do sentido... Como quando eu sinto o seu perfume na rua e me desconcerto até hoje. Eu não quero você de volta, é o que eu fico repetindo para mim mesma o tempo todo.


As coisas acontecem mais ou menos assim na minha cabeça: primeiro eu me empolgo, penso em você, fico feliz com a reaproximação. Involuntariamente, ou não, começo a fantasiar um futuro que é meio mescla das coisas boas de nosso passado mais distante. Aí, logo em seguida, surgem na minha cabeça seus defeitos, coisas simples que fazem de você quem você é, aspectos humanos que deviam ser invisíveis aos meus olhos quando meu amor por você me cegava, mas que hoje tomam proporções muito maiores. Quer dizer, hoje não, mas tomaram essas proporções na época das decepções. Mas, enfim, elas não fazem a mínima diferença agora (é a próxima coisa que eu digo pra mim mesma). Tudo passou! E assim sigo na terra das idealizações em que voltamos a nos encontrar, ficamos amigos, renasce o carinho entre nós e vivemos felizes para sempre! Mas a verdade é que, nesse momento, a semente do medo brotou em mim e como algo que eu tento abafar, fingir que não vejo, ela começa a minar todas as esperanças que eu senti momentaneamente... E quando eu finalmente penso em tomar uma atitude em sua direção, algo existe que me trava, como se eu tivesse sido submetida a uma daquelas experiências “pavlovianas” de estímulo-resposta e soubesse que você me faria mal...


Ah, se eu tivesse todas as respostas! Ou, simplesmente, seguisse meu coração, meu primeiro impulso! Mas acho que não seria bom para nós... E a idéia de nos magoarmos novamente, eu abomino...


Bem, isso tudo é uma forma de dizer que eu torço para que você me procure, torço para que meus medos e aflições sejam só falsas armadilhas da minha mente, porque me falta a coragem de ter a iniciativa de recomeçar pelo medo de acabar tudo da mesma forma como já acabou uma vez...


Só pra você saber... (E o detalhe é que você provavelmente nunca vai ler isso!) É este um dos motivos que não me permite abrir o diário que você escreveu pra mim: pura falta de coragem de ler palavras doces vindas de você... Sabe lá o que isso poderia provocar em mim?! E se eu perco o freio?


Eu duvido que você não lembre de cabeça o número do meu telefone...

domingo, 20 de abril de 2008

Carta n*

Escrevi este texto no dia 05 de dezembro de 2007. Esta é mais uma das tantas cartas que eu comecei a escrever e nunca enviei. Nunca enviei de propósito, pois a maioria delas eu escrevi como um desabafo, um modo de colocar para fora algumas das tantas coisas que eu tenho, ou tinha, para dizer, mas nunca disse, seja por achar que não era necessário, seja por medo ou insegurança ou simplesmente para evitar o prolongamento de uma história que eu achava que já devia ter acabado. O texto que vocês lerão a seguir é um dos últimos que eu escrevi direcionados a alguém que eu considero uma das pessoas mais marcantes na minha vida e ele marca o desfecho de uma história muito bonita, mas que não teve um final feliz...


O que você chama de pena eu entendo por amor...Seria louca se sentisse pena de você...Para mim você está simplesmente colhendo os frutos das suas próprias ações. Mas você é humano e eu sei disso. Há muito tudo já mudou, mas não adianta ficar lamentando. De alguma forma, tudo isso que aconteceu entre nós deve servir para o nosso crescimento, dependendo do modo como encaramos tudo. Eu não gosto de ouvir você se lamentando para mim...Acho triste e você me soa muito dramático, exagerado, até meio piegas. Mas nunca senti pena. Você não consegue entender o que eu tento te explicar, acho que nunca me interpretou bem. Quando digo que você deve mudar para você, quero dizer que você deve buscar mudar quando, e se, achar que deve mudar, e não porque eu acho que você deva mudar. E quando falei para você agir, só quis dizer que achava que você devia parar de ficar tão para baixo, se depreciando, porque isso não leva a lugar nenhum. É só.
Eu queria evitar ser direta e clara, pois as conseqüências disso podem não ser boas... Mas queria que você assumisse os riscos de uma amizade comigo, aproveitando-a como uma oportunidade de me mostrar que você ainda pode valer a pena, como um caminho para eu tentar restabelecer a confiança e a admiração por você, que hoje eu não sinto mais...Eu queria você de volta, mas só depois que estes sentimentos estivessem restaurados. Eu penso em você todos os dias, eu sinto sua falta...Eu posso viver muito bem sem você, mas ainda assim queria você aqui.


*"Carta n" foi o nome original que eu dei ao documento do word em que escrevi este texto.