Hoje uma amiga veio me dizer:
“P...sique (prefiro manter a minha identidade protegida), andei lendo seu blog... E fiquei confusa... Afinal, o que aconteceu?”
Bem... Eu disse a ela (não exatamente com essas palavras, mas da forma como me veio à mente na hora):
Estou numa eterna descoberta de mim mesma. Eu mesma estou tentando me entender e entender as coisas que escrevo. Acontecer...?! Não aconteceu absolutamente nada!
Há pouco me dei conta de que essas “coisas que escrevo”, pelo menos as coisas mais impulsivas e passionais, já estão no nível da arte. Não digo isso de forma pretensiosa... Não! Digo isso pois eu mesma, após o momento da escrita, passado menos de um dia, ao ler o que escrevi, já não necessariamente me reconheço em minhas próprias palavras.
Não é que eu não esteja ali naquelas palavras... Não também! Eu estou em cada vírgula, em cada ideia, em cada emoção... Acontece que, com a mesma força com que estou toda ali, estou toda fora dali.
Não existe razão em minhas palavras... Não existe epifania. Nenhum dos inúmeros textos que escrevo representa, nem nunca representará, uma resposta às minhas próprias questões. Nenhum será um ponto final nem trará uma explicação de mim mesma.
Como escrever me traz alívio, em um momento de revolta e incoerência, colocar isso tudo no “papel” é muito rico, pois coisas grandes, ainda não nomeadas, podem sair dos grandes sentimentos, das grandes emoções.
Isso que estou escrevendo agora, por exemplo, já poderia ter sido escrito antes, no momento em que percebi essas minhas aparentes incoerências. Mas foi interessante ter a oportunidade de saber que essa sensação de incongruência foi passível de ser sentida por quem passa por tudo que eu já escrevi sobre meus próprios sentimentos.
Eu já me expus demais aqui. Saber, então, que minha escrita não é uma tradução literal dos meus sentimentos nem da minha verdade me faz sentir mais amadurecida, sim, mas acima de tudo mais protegida. Afinal, meus sentimentos são só meus e nada precisa fazer sentido.
O passado pertence unicamente ao passado e as coisas estão a cada segundo ficando para trás... E é por isso que eu escolho também esse momento para readmitir no blog um texto que eu havia tirado daqui por achar que ele nunca significou tanto quanto parece de verdade significar. Eu o leio e não me encontro nele. Mas há beleza no que há nele, mesmo uma beleza invertida, poética, iludida, efêmera.
O que digo agora não vale para tudo que escrevo ou já escrevi e, metalinguisticamente falando, vale para o que escrevo agora também (Nossa! Soou complexo, não?! Será que faz sentido?).
Enfim! Sem saber se faz sentido ou não, mas sabendo que isso não importa, encerro o mais didático dos textos, talvez o mais importante.
“P...sique (prefiro manter a minha identidade protegida), andei lendo seu blog... E fiquei confusa... Afinal, o que aconteceu?”
Bem... Eu disse a ela (não exatamente com essas palavras, mas da forma como me veio à mente na hora):
Estou numa eterna descoberta de mim mesma. Eu mesma estou tentando me entender e entender as coisas que escrevo. Acontecer...?! Não aconteceu absolutamente nada!
Há pouco me dei conta de que essas “coisas que escrevo”, pelo menos as coisas mais impulsivas e passionais, já estão no nível da arte. Não digo isso de forma pretensiosa... Não! Digo isso pois eu mesma, após o momento da escrita, passado menos de um dia, ao ler o que escrevi, já não necessariamente me reconheço em minhas próprias palavras.
Não é que eu não esteja ali naquelas palavras... Não também! Eu estou em cada vírgula, em cada ideia, em cada emoção... Acontece que, com a mesma força com que estou toda ali, estou toda fora dali.
Não existe razão em minhas palavras... Não existe epifania. Nenhum dos inúmeros textos que escrevo representa, nem nunca representará, uma resposta às minhas próprias questões. Nenhum será um ponto final nem trará uma explicação de mim mesma.
Como escrever me traz alívio, em um momento de revolta e incoerência, colocar isso tudo no “papel” é muito rico, pois coisas grandes, ainda não nomeadas, podem sair dos grandes sentimentos, das grandes emoções.
Isso que estou escrevendo agora, por exemplo, já poderia ter sido escrito antes, no momento em que percebi essas minhas aparentes incoerências. Mas foi interessante ter a oportunidade de saber que essa sensação de incongruência foi passível de ser sentida por quem passa por tudo que eu já escrevi sobre meus próprios sentimentos.
Eu já me expus demais aqui. Saber, então, que minha escrita não é uma tradução literal dos meus sentimentos nem da minha verdade me faz sentir mais amadurecida, sim, mas acima de tudo mais protegida. Afinal, meus sentimentos são só meus e nada precisa fazer sentido.
O passado pertence unicamente ao passado e as coisas estão a cada segundo ficando para trás... E é por isso que eu escolho também esse momento para readmitir no blog um texto que eu havia tirado daqui por achar que ele nunca significou tanto quanto parece de verdade significar. Eu o leio e não me encontro nele. Mas há beleza no que há nele, mesmo uma beleza invertida, poética, iludida, efêmera.
O que digo agora não vale para tudo que escrevo ou já escrevi e, metalinguisticamente falando, vale para o que escrevo agora também (Nossa! Soou complexo, não?! Será que faz sentido?).
Enfim! Sem saber se faz sentido ou não, mas sabendo que isso não importa, encerro o mais didático dos textos, talvez o mais importante.
Um comentário:
Bem tenho pra mim que nunca dá para se fazer entender em 100% rs pois pra ter o mais completo, profundo e real entendimento sobre algo expressado só mesmo sendo aquela pessoa com todos os inúmeros detalhes da mente, do coração e da história daquela pessoa. De certa forma tudo que sentimos é único e acaba por ser intraduzível em palavras, todos amam, mas o amor que eu sinto por algo só eu vou sentir e em nada será igual ao amor que outro sente. rs acho que tenho que deixar de ser "prolixo" e bem rs resumo da ópera fique tranquila não é possível escrever um texto que faça com que alguém compreenda COM PERFEIÇÃO o que sentimos.
Enfim mas tentando traduzir ou não a literalidade de seu sentimento, os textos continuam válidos pela expressão.
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