Pela primeira vez, tenho a imensa honra de publicar no meu tão amado blog o texto de uma amiga. Ela também tem um blog e escreve lá de vez em quando... Assim como eu, escreve seus desabafos... Mas este texto... Ah! Este texto! Como nenhum outro que ela escreveu, me tocou e emocionou demais! Por isso, pedi a ela autorização para publicá-lo aqui, pois ele tem que ser lido por todos!
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| Minha Juju amada com um sorriso bem bobão |
Hoje eu estou com um sorriso bobo
(por Juliana Moura)
Eu não queria ser abelha por causa do ferrão, muito menos ser flor, porque murcha. Nunca sonhei em ser estrela, porque de dia não teria brilho. Nem ser brigadeiro, que é quase unânime e enjoativo.
Eu queria mesmo era ser borracha pra poder apagar, ser piada pra fazer sorrir, ser foto pra registrar pra sempre.
...
Pensando bem... seria o máximo ser pássaro e poder voar; ser blush para corar as maçãs, ser força pra não deixar perder.
Eu quero (queria/quererei) tantas coisas. Mas, na verdade, penso que me bastaria apenas aceitar. Aceitar! Isso mesmo.
Aceitar que é lindo colher o pólen, que quem ama ou já amou suspira com flores, que é uma delícia olhar para o céu e contar as estrelas e que festa sem brigadeiro não tem a menor graça.
Pensando bem... seria o máximo ser pássaro e poder voar; ser blush para corar as maçãs, ser força pra não deixar perder.
Eu quero (queria/quererei) tantas coisas. Mas, na verdade, penso que me bastaria apenas aceitar. Aceitar! Isso mesmo.
Aceitar que é lindo colher o pólen, que quem ama ou já amou suspira com flores, que é uma delícia olhar para o céu e contar as estrelas e que festa sem brigadeiro não tem a menor graça.
Eu aceito a condição de que viver é escrever sem borracha e que este é o grande presente que permite o crescimento atual. Eu aceito que odeio humor negro e que certas palavras são mais duradouras do que muitas imagens.
Pensando ainda mais, aceito que não sou pássaro, mas sonho com o meu ninho. E que estar apaixonada deixa a alma corada sem ajuda de maquiagem. Mesmo considerando que é preciso ter força, aceito que a fragilidade tem o seu charme.
Hoje eu estou com um sorriso bobo que apareceu depois de umas lágrimas doídas. Ando reinventando o meu conceito de viver. Tenho medo, e não nego! Mas esse friozinho na barriga vale mais do que muita montanha russa.
Hoje eu queria ser muitas coisas e, no meio do caminho, entendi que, na verdade, preciso aceitar tantas outras.
Hoje a minha alma deu um estirão e eu estou me sentindo grandona, tipo adolescente desengonçada. E apesar das adversidades... hoje o meu sorriso bobo e eu só queremos viver!

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