Há poucos dias me aconteceu algo que me deu vontade de escrever. Escrever para o blog um texto que pensei em chamar “Tudo é metáfora”. Mas, enfim, acabei não fazendo isso...
Hoje, no entanto, outra história se desenrolou comigo e me despertou essa mesma vontade, então de repente fez sentido escrever tudo num texto só... Afinal, tudo É metáfora!
Nesta semana, fui ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro e tive que entrar em uma looonga fila para pegar o ingresso para a atração que havia ido ver. O dia estava tão lindo! Calorento! Céu azulzinho, sem quase nenhuma nuvem. Me chamou a atenção a imagem do alto daqueles prédios antigos, de arquitetura magnífica, misturada à da copa das árvores verdinhas! Essa visão me fez pensar sobre as belezas que temos na nossa cidade e que não paramos para apreciar. Eu pensei: “-Na semana que vem, vou estar que nem uma louca pelas ruas da Europa justamente tomando cuidado para não perder nenhuma pontinha de nenhum prédio ou árvore ao meu redor... Por que não tirar fotos da minha cidade?!” Eu estava com a minha câmera na bolsa (coisa rara!), então aproveitei para tirar umas fotos... Mas a fila estava andando e, com isso, na ânsia de seguir o movimento das pessoas sem gerar confusão ou atrapalhar ninguém, eu andava também e perdia alguns ângulos únicos que tive tanta vontade de captar! Neste exato instante, pensei: isso é a vida! Esta é uma bela metáfora da vida!
Andamos sempre em fila, seguindo com a corrente e, muitas vezes, queremos simplesmente parar para apreciar a paisagem, mas quase nunca o fazemos, pois estamos simplesmente ocupados demais com nossas obrigações para fazermos isso.
Isso me fez pensar sobre como é bom, de vez em quando, simplesmente parar um pouco e sair da fila! Mais que tudo, isso é viver de verdade!
Agora, a outra coisa que aconteceu foi que hoje eu me apaixonei! Me apaixonei perdidamente por um pequeno cachorrinho chamado Lince (Um Yorkshire de pelos aparados muito engraçado e de olhos tão meiguinhos...). Ele estava em meio a vários outros cachorros e, logo de cara, eu não lhe dei muita atenção. Falei com ele como falei com todos os outros... Depois de um certo tempo, no entanto, comecei a olhá-lo de modo diferente e, quase sem querer, me peguei sentada no chão da cozinha onde ele estava só para estar perto dele, afinal ele não podia sair dali... Curtimos muito a companhia um do outro e ele correspondeu à minha atenção! Quando tive que sair dali, percebi que ele queria ir atrás de mim... De início, hesitei, pois não sabia se era certo tirá-lo dali, mas depois de certo tempo simplesmente não resisti! Peguei-o no colo e levei para o local onde eu estava... E ele simplesmente não saiu mais de perto de mim! Não de um jeito grudento e incômodo, mas de um jeito doce e encantador. Quando eu menos esperava, onde eu ia, ele ia também! Acontece que o tempo foi passando e meu coração foi ficando apertado, pois eu sabia que logo eu teria que ir embora e provavelmente nunca mais o veria... Por quê? Esse cachorrinho se tratava de um hóspede no canil da minha tia, um cachorrinho que estava passando um tempo ali, mas que já tinha um dono, uma família...! Eu simplesmente adorei o tempo que passamos juntos! Sua fidelidade a mim, independentemente de todas as pessoas que estavam ali presentes, o afeto, o doce “querer estar perto”... Mas, a qualquer momento, aquilo teria que acabar. E assim aconteceu. Na hora de ir embora, eu o abracei no meu colo e, como se ele estivesse me compreendendo, disse a ele que o amava e que nunca o esqueceria... E, então, parti. Parti, mas não sem antes vê-lo parado, no portão da casa, me acompanhando com o olhar até desaparecer... Parece bobo, mas aquilo me emocionou tanto! Será que ele estava se sentindo da mesma forma que eu? Em um momento anterior em que estava comentando com meu pai sobre o impacto que aquele carinho estava tendo sobre mim, ele simplesmente brincou: “-O quê? Vai dizer que tem algo transcendental nisso?” E eu respondi: “Ah, por que não?! Ele pode ter sido meu na outra encarnação...”
Enfim... Isso pra mim é METÁFORA!
Um comentário:
Paulinrinzetes, amo seus textos... suas reflexões! Tbm te aaaamo!! Gostei muito deste em especial... desta relação que temos com a vida e como devemos apreciá-la!^^
mil beijinhos! (e não abandone as postagens no blog da mochila!!!)
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