sexta-feira, 9 de maio de 2008

Na data perfeita...

Você me trava... Mas você também me liga! É mais ou menos como diz a música:

Afterall
You're the one who turns me off
And you're the only one who can
Turn me back on


Sabe, é impressionante o misto de sensações que você me causa... O tempo passa, já fiquei com outras pessoas, me interessei por desconhecidos e vivo bem sem você aqui. Tenho minha família, meus amigos, minha faculdade, trabalho, curso de francês, enfim, toda uma vida que flui em harmonia, mas ainda assim, quando ouço sua voz ao telefone, meu coração dispara, fico ansiosa e um sorriso bobo insiste em povoar meu rosto e todas as expressões do meu corpo. Mas o que é você pra mim agora? Poesia? Um desabafo no blog que eu criei pra falar de mim, mas onde, até agora, só publiquei coisas sobre você? Sei lá! Não sei exatamente o que você representa pra mim, não entendo nem um pouco o que sinto por você, mas é difícil ignorar as manifestações do sentido... Como quando eu sinto o seu perfume na rua e me desconcerto até hoje. Eu não quero você de volta, é o que eu fico repetindo para mim mesma o tempo todo.


As coisas acontecem mais ou menos assim na minha cabeça: primeiro eu me empolgo, penso em você, fico feliz com a reaproximação. Involuntariamente, ou não, começo a fantasiar um futuro que é meio mescla das coisas boas de nosso passado mais distante. Aí, logo em seguida, surgem na minha cabeça seus defeitos, coisas simples que fazem de você quem você é, aspectos humanos que deviam ser invisíveis aos meus olhos quando meu amor por você me cegava, mas que hoje tomam proporções muito maiores. Quer dizer, hoje não, mas tomaram essas proporções na época das decepções. Mas, enfim, elas não fazem a mínima diferença agora (é a próxima coisa que eu digo pra mim mesma). Tudo passou! E assim sigo na terra das idealizações em que voltamos a nos encontrar, ficamos amigos, renasce o carinho entre nós e vivemos felizes para sempre! Mas a verdade é que, nesse momento, a semente do medo brotou em mim e como algo que eu tento abafar, fingir que não vejo, ela começa a minar todas as esperanças que eu senti momentaneamente... E quando eu finalmente penso em tomar uma atitude em sua direção, algo existe que me trava, como se eu tivesse sido submetida a uma daquelas experiências “pavlovianas” de estímulo-resposta e soubesse que você me faria mal...


Ah, se eu tivesse todas as respostas! Ou, simplesmente, seguisse meu coração, meu primeiro impulso! Mas acho que não seria bom para nós... E a idéia de nos magoarmos novamente, eu abomino...


Bem, isso tudo é uma forma de dizer que eu torço para que você me procure, torço para que meus medos e aflições sejam só falsas armadilhas da minha mente, porque me falta a coragem de ter a iniciativa de recomeçar pelo medo de acabar tudo da mesma forma como já acabou uma vez...


Só pra você saber... (E o detalhe é que você provavelmente nunca vai ler isso!) É este um dos motivos que não me permite abrir o diário que você escreveu pra mim: pura falta de coragem de ler palavras doces vindas de você... Sabe lá o que isso poderia provocar em mim?! E se eu perco o freio?


Eu duvido que você não lembre de cabeça o número do meu telefone...

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!