sexta-feira, 9 de maio de 2008

Outono


Hoje baterei o meu recorde de publicações: duas em um dia!!! Provavelmente a próxima será daqui a uns dois meses... rs

Como a temática das minhas publicações estava pouco variada (mais rs), resolvi escrever agora sobre uma das minhas épocas preferidas do ano: o outono.

Para mim, nenhuma estação se compara ao outono. Eu nasci no outono. Claro, não acho que a minha ligação com esse período do ano se deva a isso, mas fico muito feliz em saber que nasci em uma época que me dá tanto prazer. Amo o tom do azul do céu no outono, curto o vento fresquinho que bate no rosto e despenteia os cabelos mesmo quando o sol brilha mais amarelinho. E é só isso que me faz amar o outono!

Ontem (ou seria anteontem? Afinal, já passa da meia noite!), acabei estudando sentada em um dos corredores abertos da faculdade – aquele que liga os blocos A e B – não porque não tenha encontrado sala vazia ou porque a biblioteca estivesse fechada, mas a verdade é que acabei nem procurando um desses locais, tão gostoso e sossegado estava o clima no lugar que escolhi para ficar. De repente, não mais que de repente, eis que sou atropelada! Por um ceguinho que estava passando!!! Depois de trocar umas palavras com ele, fiquei rindo sozinha da situação tão inusitada. Um tempinho depois, ele voltou pelo mesmo corredor, mas tomou o cuidado de passar pelo outro lado para não me atropelar e, assim que acabou de passar pelo local onde eu estava, ainda se virou e me cumprimentou. E, mais tarde, preocupado por saber que eu estava ali, estudando no chão (mal sabia ele do prazer que a escolha de ficar ali estava proporcionando!), me levou até um lugar onde eu podia estudar tranqüila, sentada em uma mesa de estudos, nos moldes convencionais... Confesso que agradeci, enfim, por ele ter cruzado o meu caminho – ou melhor, por estar sentada no caminho dele, pois o lugar para o qual ele me levou era perfeito! Vazio, tranqüilo, com mesa ampla e cadeira acolchoada, mas o melhor de tudo: aberto, fresco, me permitindo continuar a apreciar todas as sensações maravilhosas que o outono, e só o outono, me proporciona.
***
*Nota: Essa imagem que escolhi para esta postagem chama-se Procura do Infinito e trata-se de uma pintura de Magrite. Não há nada de especial nela: uma vez a vi na Internet, gostei dela e copiei para mim. Ainda não tinha tido ocasião de usá-la ou mostrá-la a ninguém e me pareceu que ela cairia bem aqui.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ser atropelada pelo ceguinho realmente... realmente... fiquei sem palavras, só tenho risos! :P

Como um acontecimento (aparentemente) tão banal se torna uma rima, uma vírgula, um parágrafo, uma página em nosso dia... em nossa vida.

Oui, c'est la vie!!
Bisous.